Será que estamos preparados para o mercado de trabalho do futuro?

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Detetive de dados, gerente de negociações éticas, diretor de diversidade genética, curador de memória pessoal, diretor de transparência. Essas são algumas das chamadas “profissões do futuro” que têm sido apontadas por especialistas para os próximos cinco ou dez anos apenas.

Em setores específicos, como tecnologia da informação, cerca de metade dos 70 000 empregos que serão criados por ano até 2024 poderá não ser preenchida, conforme reportagem recente publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A explicação? A transformação digital nos negócios e o surgimento incessante de novas startups. Isso, vale lembrar, está acontecendo agora em um país que possui cerca de 13,4 milhões de desempregados.

Aí fica a pergunta: quais universidades estão preparando esses profissionais? E quantas organizações encaixam essas novas profissões em sua estratégia de médio/longo prazo pensando nas competências que precisarão desenvolver?

Continuamos, ainda, preocupados em atender o curto prazo sem preparar nossas empresas e pessoas para funções que estão por vir. Quantos profissionais de RH e de estratégia consideram o futuro ao estruturar seus desenhos organizacionais?

Quando olhamos para esses investimentos em gente, notamos que eles são focados na melhora do desempenho dos colaboradores em suas funções atuais, em vez de prepará-los para compreender as mudanças que estão por vir. Ou seja, se por alguma razão forem dispensados, esses funcionários já estarão obsoletos no mercado.

Em vez de alimentarmos o discurso amedrontador de que “o trabalho como é hoje vai sumir e suas funções não existirão mais dentro de alguns anos”, que tal investirmos na educação dos profissionais e apoiá-los na compreensão do cenário futuro, de forma que eles se preparem e possam preparar seus filhos e dependentes?

Sei que posso parecer repetitiva, mas acredito fortemente que temos uma função a cumprir. Nosso sistema educacional é precário e diversas organizações têm desempenhado um papel importante na sociedade nesse sentido.

E nós, que cuidamos do tema de pessoas, podemos influenciar os investimentos. Há organizações que fazem um papel bonito na formação de cidadãos. Existem também incubadoras que incentivam a inovação e o pensamento futuro.

Boas ideias não faltam, precisamos nos munir de argumentos para convencer a alta liderança a fazer esse investimento, que será indispensável para sua própria sobrevivência.

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  Psicóloga, sócia da Vicky Bloch Associados e professora nos cursos de especialização em RH da FGV-SP e da FIA



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